O economista e presidente do Insper Instituto de Ensino e Pesquisa, Marcos Lisboa, que foi secretário de Política Econômica do governo Lula, afirmou que, se não houver mudanças na Previdência, será necessário cortar verbas essenciais, como saúde e educação. Segundo ele, até mesmo com a reforma, a situação não será resolvida por completo.

“A reforma resolve o fluxo, a entrada, mas tem um estoque que vai aumentar. Tem uma imensa quantidade de servidores públicos que vão se aposentar com as regras atuais. A reforma é necessária para parar de piorar, mas ela não resolve a piora já programada dos problemas de estados e municípios e dos já aposentados. O custo da Previdência é muito alto e vai ser agravado por esse pessoal que a reforma não afeta”, disse em entrevista para o jornal O Globo.

Quando perguntado sobre os pontos do projeto apresentado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, Lisboa avaliou a proposta, no geral, como positiva. “Era o esperado. A boa notícia é que não teve surpresa. Há um certo consenso sobre a reforma da Previdência. Confesso que não entendo por que não aproveitaram a do governo Temer. Poderiam fazer pequenos ajustes e seria mais rápido. Às vezes tem uma lógica da política, da vaidade, sobre quem é o dono da ideia, que a gente não entende”, conclui.

(Equipe do site)

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  1. Se foi secretário de política econômica do governo Lula é uma opinião desnecessária.

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