Dia desses, tomava café com um amigo quando ele me questionou sobre o que motiva o comportamento irracional e agressivo de militantes da esquerda brasileira que atacam Sérgio Moro e reivindicam a soltura de Lula. Sem pensar duas vezes, disse a ele que a resposta científica para isso pode ser encontrada nos experimentos de Pavlov. Você já ouviu falar ou leu sobre esse assunto? Vamos entender um pouco.

O experimento:

No início do século passado, o médico russo, Ivan Pavlov, fez uma série de testes com cachorros, com o  objetivo de treiná-los para que eles salivassem antes de receber sua comida. Como método, o cientista tocava uma sineta todas as vezes antes de alimentar os cães. A repetição desse processo fez com que os cães associassem o som à comida, passando a expelir saliva sem ter contato com o alimento,  respondendo, portanto, positivamente à expectativa que se tinha no experimento.  Não obstante, já ouvi sobre experimentos em que os cães, mesmo ao receber a comida, só a comiam após ouvir o sino – chegando a um nível assustador de condicionamento. Esse fenômeno de estímulo-resposta é conhecido na ciência behaviorista como “reflexo condicionado”.

Mas o que o experimento de Pavlov tem a ver com o caso Moro?

 Para chegar a essa resposta é fundamental observar que nada, absolutamente nada, do que um líder de esquerda diz em público é por acaso. Nada! Cada palavra liberada é pensada, planejada e calculada para condicionar a reação dos militantes ali adiante. O sino de Pavlov,  nesse caso, é a doutrinação socialista. Senão vejamos:

Você já reparou  que, mesmo mostrando a algumas pessoas dados irrefutáveis que comprovam o déficit da Previdência e a necessidade da reforma, elas sequer aceitam parar para refletir? Acontece que elas passaram pelo condicionamento de Pavlov, que introduziu em suas mentes a ideia do estado como supridor.

Você já viu alguma integrante de movimento feminista protestando contra as doutrinas agressivas que reprimem as mulheres em alguns países muçulmanos? Elas fogem do tema assim como o diabo foge da cruz, pois os muçulmanos são vistos como inimigos dos EUA,  do Cristianismo e, especialmente, de Israel. Indo ao embate contra muçulmanos, portanto, fortaleceriam a trindade da civilização ocidental e alimentariam seu maior pesadelo: os princípios judaico-cristãos. É evidente que, nesse caso, o instinto dioclesiano da maioria das integrantes desse tipo de movimento as torna presas fáceis para o condicionamento pavloviano.

Você já se deu conta que aqueles que defendem a participação de crianças em mostras culturais com a presença de adultos nus, sob alegação de que elas, mesmo desprovidas de idade, são doutas de discernimento para tal, são as mesmas que se opõem à redução da maturidade penal, justificando que o infrator de 17 anos não tem a capacidade de distinção entre o certo e o errado?

Outro exemplo prático: o funk, algumas vezes, coloca a mulher como um objeto que gosta de ser usado. Paradoxalmente – pasmem -, muitas mulheres que cantam algumas dessas músicas querem ser vistas como “empoderadas”. Estão, na realidade, sob efeito de Pavlov.

O  pavlovianismo por condicionamento se manifesta expondo a vulnerabilidade na personalidade do ser humano, que ao receber ordens contraditórias de determinada pessoa, fica confuso e se torna refém daquele que dá o sinal “salvador”, tocando o sino de Pavlov. Com isso, dá-se início a um processo de dissonância cognitiva.

O fato é que toda a retórica da esquerda brasileira é fundamentada em uma cartilha ideológica que necessita do pavlovianismo para ter êxito.  Essa cartilha é baseada em conceitos errôneos, infundados e cheios de contradições. A esquerda, sabendo que pessoas sãs mentalmente não compram suas ideias, passa a usar a repetição na propagação de cada um dos itens dessa cartilha, para se tornarem “verdades sociais”. Assim, fazem jus ao líder da propaganda nazista, Joseph Goebbels, que dizia que uma mentira muitas vezes repetida se torna uma verdade. Essa sentença, no léxico pavloviano, seria assim: “um sino tocado muitas vezes se torna psicologicamente um prato de comida”.

Agora que entendemos um pouco sobre como funciona o pavlovismo político-ideológico no Brasil, fica mais fácil responder à pergunta sobre a perseguição a Sérgio Moro.

 A sociedade atual se encontra em uma guerra ideológica norteada pelo discurso, e a ciência e a história nos mostram que esse embate não vence aquele que diz a verdade (o bonzinho), mas sim o que tem a capacidade de persuadir seu público receptor, e foi isso que fez o tal The Intercept, deixando os cães salivando, crendo terem encontrado irregularidades na condução de Moro na Lava Jato. O objetivo deles, ao atacar o ministro, é claro: soltar Lula.

Deixo, contudo, um aviso aos que salivam por Moro como um cão faminto anseia para roer um osso: afiem suas presas, porque Sérgio Moro é um osso duro de roer!

Que não sejamos uma republiqueta de cães de Pavlov.

(Ianker Zimmer é jornalista)

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